domingo, 30 de novembro de 2008
Mída e Poder: reflexão
Quando o curso começou tinha uma vaga idéia do que ia encontrar pela frente. Mas ao longo das aulas fui sendo surpreendido. Imaginava que teria apenas discussões sobre o sentido do poder e a sua influência na mídia. Embora seja profissional da área, com uma certa experiência, são raros os exercícios sobre o que se faz e como se faz jornalismo e pior: quais são ou podem ser as conseqüências quando não se tem a exata noção do poder da comunicação. No livro "Simulacro e poder Uma análise da mídia", a professora de filosofia, Marilena Chaui, faz uma avaliação reflexiva de todos os males de uma comunicação voltada apenas para o entretenimento e audiência. Foi com essa mesma visão crítica que eu encarei as aulas do professor Dimas. Avancei, além da simples razão ou da construção pronta e acabada. Quando se fala em mídia e poder é preciso ir mais além. É preciso se desprender dos preconceitos e encontrar espaço dentro daquilo que nos parece sem razão. A certeza nunca é tão profunda quanto parece e muito menos lógica quanto se possa acreditar. Os seminários apresentados pelos grupos de classe e os filmes sugeridos ou exibidos em sala de aula deram exemplos passados e presentes de como podemos nos engarar como "supostas verdades". Posso dizer que pude exercitar muito sobre concepções prévias, e sem dúvida nenhuma, me desprender de outras. A aula me estimulou a entender respostas e não só buscar perguntas.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Comunicação truncada!!
Ando tão enrolado com o trabalho da matéria de Marketing Político, do professor Celso Matsuda, que mal eu consigo dedilhar algumas linhas no meu blog. Já pensei em várias coisas, mas a elaboração de uma campanha política tem tomado todo o meu tempo. Como é ele, o tido trabalho, quem está pertubando a minha mente, resolvi falar justamento sobre isso. Preciso montar uma campanha eleitoral para um candidato à Assembléia Legislativa de São Paulo. A minha estratégia eleitoral é a seguinte: escolhi como cobaia um jovem com idade entre 26 e 30 anos, de classe média alta, com grana para gastar, e que seja do interior paulista. Elaborei como idéia principal, já que televisão e rádio, obrigatóriamente, não podem fazer parte dos planos, um trailer televisivo itinerante. O veículo, quase uma mini-estação de tevê, exibirá reportagens e clipes. Antes da chegada do candidato ao bairro, o veículo circulará pelas regiões exibindo um conteúdo previamente elaborado com os principais problemas e reclamações dos eleitores da região.Objetivo e mostra que o candidato tem conhecimento dos problemas e como pretende resolver a questão. As reportagem serão trabalhadas seguindo o perfil de cada localidade. A linguagem deverá se adequar aos eleitores. Por fim, sei que não será nada fácil. Mas ainda preciso colocar no papel o complemento das idéias para realizar um bom trabalho. Uffa postei alguma coisa. rs
terça-feira, 21 de outubro de 2008
O exagero se repete: Eloá a mais nova vítima
Passado o cárcere privado e a morte, uma pergunta se volta aos próprios meios de comunicação: até que ponto a veiculação de entrevistas ao vivo com o criminoso contribui para o desfecho trágico do caso? Segundo o professor da pós-graduação da PUC-SP, Norval Baitello Jr.,doutor em distúrbios da imagem e estudioso do assunto há 20 anos, a mídia "exacerbou a psicopatia que estava em jogo" e fez com que o captor se visse como herói. Na opinião dele, a atuação da mídia foi bastante equivocada. Norval Baitello Jr. atribui a situação ao fato da imprensa achar que tem a obrigação de informar a qualquer custo. Ele acredita que esse fetiche da informação a qualquer custo não passa de espetacularização. Se confunde espetacularização com informação porque a espetacularização vende mais do que a notícia. Para o professor, a mídia exacerbou a megalomania, a psicopatia e a loucura que estava ali em jogo. Norval Baitello Jr. acha que não existe um limite para a cobertura dos meios de comunicação, mas se deve ter a preocupação com a própria imagem do veículo. "O caso Eloá foi péssimo para a sustentabilidade dos próprios veículos". Ele argumenta que as TVs e os jornais fizeram uma glamourização do seqüestrador, uma vez que Lindemberg aparece na televisão, e passa a se ver como herói. De acordo com o professor, a mídia não tem aprendido com os próprios erros. Para ele, falta um acordo tácito dos próprios veículos. Uma vez que o concorrente mostra cenas fortes, os outros veículos são coagidos a seguir o mesmo caminho. É preciso estabelecer limites, conclui Norval Baitello Jr. Para ele, o modelo europeu tem sido muito mais cuidadoso. Isso é totalmente americano. Por isso se vê lá uma escalada da violência. matéria Folha de S.Paulo
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
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